"Estupa? Dez somoni."
Rauf Mubashirov tem o rosto inexpressivo de um negociador experiente. A confiança dele é inabalável, suprema, até mesmo altiva. Ele sabe que é o dono das mercadorias. Ele sabe que as pessoas vêm à Vrang somente para comprar.
Isto não é surpresa.
Mubashirov, um estudante de oito anos, mora ao redor de um eixo de 2.000 anos de idade da lendária Rota da Seda no belo e remoto Wakhan Valley de Tajikistão. Viajantes medievais famosos como Marco Polo e o nômade árabe Ibn Battuta passaram pela vila de Mubashirov. Antes deles, nos sexto e sétimo séculos, vieram monges budistas da China. Estes viajantes mais antigos deixaram uma relíquia estranha no quintal de Mubashirov: uma pequena pirâmide, construída de pedras, e que parece um santuário budista - ou estupa - onde é hoje a Ásia Central Mulçumana. Mubashirov cobra dos estrangeiros um pouco mais de um dólar para verem a relíquia, embora ela seja um monumento público, com livre acesso pela rodovia. Ele também vende rubis.
Showing the cherry-red goods.
Paul Salopek
"Rubi, rubi, rubi!" ele diz, mostrando as pedras brutas e brilhosas em sua pequena palma.
Vendedores de rubi mais jovens fazem seus negócios próximo à Estupa de Vrang. Um deles, Mir Rayoz, sete anos, usa um terno de poliéster. Ele carrega suas jóias em uma caixinha plástica de palitos de dente.
Mas da mesma forma que a estupa de Vrang pode não ser, de fato, uma estupa (alguns arqueologistas acreditam que ela seja um templo de fogo de Zoroastro), os "rubis" de Wakhan Valley nem sempre são rubis. Muitos são uma pedra mais macia, semi-preciosa, chamada espinela.
Somente geologistas experientes podem diferenciar as pedras. Identificadas erroneamente como rubis, as espinelas menos valorizadas têm infiltrado os tesouros reais, da coroa de Catarina, a Grande, na Rússia, à Coroa do Estado Imperial do Reino Unido, trancadas na Torre de Londres.
Mubashirov zomba. Um rubi é um rubi. Uma estupa é uma estupa. Este tem sido o tom na Rota da Seda por muitos séculos.
"Ontem eu vendi um rubi para um turista por 500 somonis," Mubashirov sussurra confidencialmente.
E quantos anos tem a estupa?
"Eu não sei," Mubashirov diz, cansado deste homem que não compra nada. "Eu era pequeno quando eles construíram ela."
Showing the cherry-red goods.
Paul Salopek
"Rubi, rubi, rubi!" ele diz, mostrando as pedras brutas e brilhosas em sua pequena palma.
Vendedores de rubi mais jovens fazem seus negócios próximo à Estupa de Vrang. Um deles, Mir Rayoz, sete anos, usa um terno de poliéster. Ele carrega suas jóias em uma caixinha plástica de palitos de dente.
Mas da mesma forma que a estupa de Vrang pode não ser, de fato, uma estupa (alguns arqueologistas acreditam que ela seja um templo de fogo de Zoroastro), os "rubis" de Wakhan Valley nem sempre são rubis. Muitos são uma pedra mais macia, semi-preciosa, chamada espinela.
Somente geologistas experientes podem diferenciar as pedras. Identificadas erroneamente como rubis, as espinelas menos valorizadas têm infiltrado os tesouros reais, da coroa de Catarina, a Grande, na Rússia, à Coroa do Estado Imperial do Reino Unido, trancadas na Torre de Londres.
Mubashirov zomba. Um rubi é um rubi. Uma estupa é uma estupa. Este tem sido o tom na Rota da Seda por muitos séculos.
"Ontem eu vendi um rubi para um turista por 500 somonis," Mubashirov sussurra confidencialmente.
E quantos anos tem a estupa?
"Eu não sei," Mubashirov diz, cansado deste homem que não compra nada. "Eu era pequeno quando eles construíram ela."
